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Use-Case 2.0: A Evolução Ágil da Engenharia de Requisitos (Guia de 2026)

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“O futuro dos requisitos não é mais documentação — é mais inteligente, mais leve e mais alinhado com a entrega.”
— Ivar Jacobson, Ian Spence, Kurt Bittner

No atual cenário acelerado do desenvolvimento de software, as equipes precisam de um método que equilibreclarezaagilidade, eescalabilidade. EntreUse-Case 2.0 — a evolução moderna e ágil dos casos de uso clássicos, projetada para prosperar em ambientes Scrum, Kanban e lean, ao mesmo tempo que preserva o poder dos requisitos estruturados.

Desenvolvido por pioneirosIvar JacobsonIan Spence, eKurt Bittner (cerca de 2011–2012),Use-Case 2.0 reimagina os casos de uso como unidades leves, divisíveis e orientadas ao valor que suportam todo o ciclo de vida da entrega de software — desde a descoberta até as operações.

Este artigo aprofunda-se emUse-Case 2.0, oferecendo um guia abrangente e prático para equipes que buscam modernizar sua prática de requisitos sem sacrificar rigor ou rastreabilidade.


🔹 1. O que é o Use-Case 2.0?

Use-Case 2.0 é uma abordagem ágil e escalável para capturar e entregar funcionalidades do sistema por meio decasos de uso — mas com uma diferença. Mantém os pontos fortes centrais dos casos de uso tradicionais (clareza de objetivos, design centrado no ator, modelagem de cenários de ponta a ponta) ao mesmo tempo que elimina o peso, a burocracia e a documentação prévia que frequentemente dificultam as equipes ágeis.

✅ Objetivos Principais:

  • Leve: Tão minimalista quanto uma história de usuário em um cartão índice.

  • Incremental: Divide grandes objetivos em pequenos trechos entregáveis.

  • Dirigido por Testes: Testes são definidos cedo — até mesmo antes do código.

  • Focado em Valor: Cada trecho entrega valor tangível para o cliente.

  • Pronto para o Ciclo de Vida: Suporta requisitos, arquitetura, design, implementação, testes e operações.

🔄 Como Diferencia-se dos Casos de Uso Tradicionais:

Funcionalidade Casos de Uso Tradicionais Caso de Uso 2.0
Tamanho Pesado, documentação completa (10+ páginas) Leve, no máximo 1–2 páginas
Entrega Grandes planejamentos iniciais Incremental, sprint por sprint
Foco Comportamento do sistema Objetivos e valor do usuário
Testes Concluído após o desenvolvimento Definido desde o início (estilo BDD)
Escalabilidade Difícil de escalar Escalável “para dentro”, “para fora” e “para cima”

✅ Melhor dos Dois Mundos: Use-Case 2.0 combina o estrutura dos use cases com o agilidade das histórias de usuários — ideal para sistemas complexos onde histórias de usuários puras podem perder o contexto.


🔹 2. Os Seis Primeiros Princípios do Use-Case 2.0

Esses princípios fundamentais orientam cada etapa do processo. Eles não são opcionais — são o DNA do método.

  1. Mantenha os Use Cases Simples e Compreensíveis
    Evite jargões técnicos. Foque no que o usuário deseja alcançar, e não em como o sistema funciona internamente.

  2. Conheça Seu Propósito
    Pergunte: Por que estou escrevendo este use case? É para refinamento de backlog? Planejamento de arquitetura? Design de testes? Ajuste o nível de detalhe de acordo.

  3. Concentre-se nos Atores e seus Objetivos
    Todo use case deve responder: Quem está envolvido? O que eles querem alcançar? Por que isso importa?
    Os atores podem ser pessoas (por exemplo, cliente, administrador), sistemas externos (por exemplo, gateway de pagamento) ou até gatilhos baseados em tempo.

  4. Construa o Sistema em Fatias
    Divida os use cases em fatias finas e verticais que abrangem todas as camadas: interface do usuário, lógica do backend, dados e testes.

  5. Entregue Fatias Completas
    Cada fatia deve ser potencialmente entregável — totalmente testada, documentada e demonstrável. Nenhuma entrega parcial.

  6. Adapte-se ao Contexto
    Use-Case 2.0 não é do tamanho único. Amplie o detalhe para sistemas empresariais ou reduza para startups. É flexível, não rígido.


🔹 3. Conceitos Principais no Use-Case 2.0

🎯 Ator

Qualquer entidade (humana ou sistema) que interage com o sistema.

  • Ator Principal: Inicia o caso de uso (por exemplo, um cliente sacando dinheiro).

  • Ator de Apoio: Auxilia o ator principal (por exemplo, um banco de dados ou processador de pagamentos).

📌 Caso de Uso

Uma orientada a objetivos descrição de como um ator alcança um resultado valioso.

  • Nomeado como Verbo + SubstantivoSacar DinheiroProcessar Reclamação de SeguroCriar Conta de Usuário.

  • Escopo: Normalmente de nível de sistema, mas pode ser de nível de negócio ou de nível de componente.

📝 Exemplo:
Caso de UsoSacar Dinheiro
Objetivo: Permitir que um cliente retire dinheiro da sua conta por meio de um caixa eletrônico.

🧩 Narrativa / História do Caso de Uso

Uma descrição concisa e em estilo narrativo do caso de uso. Inclui:

  • Título e objetivo

  • Atores principais e secundários

  • Escopo

  • Cenário principal de sucesso (caminho feliz)

  • Extensões (alternativas, erros)

📌 Dica de formato:Use 1–2 parágrafos ou tópicos. Evite diagramas UML completos, a menos que necessário.

🔪 Fatia de Caso de Uso (A Mudança de Jogo!)

A inovação mais poderosa da Use-Case 2.0.

Uma fatia de caso de uso é:

  • Uma pequena parte autocontida de um caso de uso.

  • Entregando valor claro e mensurável.

  • Testável, estimável e implementável em um único sprint.

  • Uma fatia vertical cortando todas as camadas: requisitos → design → código → testes → UI.

💡 Pense nisso como um história de usuário bem escrita, mas com contexto a partir do caso de uso maior.

✅ Características de um bom slice:

  • Independente de outros slices (quando possível)

  • Oferece valor por si só

  • Pode ser verificado com testes

  • Alinha-se a uma única meta de sprint


🔹 4. Processo Passo a Passo: Como Aplicar o Caso de Uso 2.0

Siga este fluxo de trabalho comprovado para transformar a visão em software funcional — de forma incremental e colaborativa.

✅ Etapa 1: Identificar Atores e Casos de Uso (Fase de Descoberta)

Comece com brainstorming:

  • Quem usa o sistema?

  • Quais são seus principais objetivos?

👉 Busque por 5–15 casos de uso de alto nível por sistema. Evite criar mais de 100 pequenos.

🛠️ Exemplo: Sistema de Caixa Eletrônico

  • Atores: Cliente, Caixa do Banco, Administrador do Banco

  • Casos de Uso: Sacar Dinheiro, Depositar Fundos, Transferir Dinheiro, Consultar Saldo, Alterar PIN

✅ Etapa 2: Esboçar os Casos de Uso (Narrativa Leve)

Para cada caso de uso, escreva uma narrativa breve:

  • Título: Sacar Dinheiro

  • Objetivo: Permitir que um cliente saque dinheiro da sua conta usando um caixa eletrônico.

  • Atores: Cliente (primário), ATM, Sistema Bancário (suporte)

  • Escopo: Sistema ATM apenas

  • Cenário Principal de Sucesso:

    1. O cliente insere o cartão.

    2. O sistema verifica o cartão.

    3. O cliente digita o PIN.

    4. O sistema valida o PIN.

    5. O cliente seleciona “Sacar Dinheiro”.

    6. O cliente insere o valor.

    7. O sistema verifica o saldo.

    8. O dinheiro é dispensado.

    9. O comprovante é impresso (opcional).

    10. Transação concluída.

📌 Incluir extensões principais:

  • Fundos insuficientes

  • Cartão expirado

  • Limite diário de saque excedido

✅ Etapa 3: Dividir os Casos de Uso

Divida cada caso de uso em 3–10+ fatias verticais. Use esses padrões de divisão:

Padrão Propósito
Fatia Básica Caminho feliz com funcionalidade mínima
Fatia de Pré-condição Autenticação, configuração ou login
Alternativa Simples Uma variação (por exemplo, fundos insuficientes)
Fatia de Erro/Caso Limite Tratamento de falhas (por exemplo, tempo limite, erro de rede)
Fatia de Melhoria Adicionar funcionalidades (por exemplo, comprovante, multi-moeda)

📌 Exemplo: “Solicitar Dinheiro” em Fatias

  1. Autenticar usuário + visualizar saldo (fundação)

  2. Sacar valor válido ≤ saldo → dispensar dinheiro (núcleo)

  3. Sacar → fundos insuficientes → exibir mensagem de erro

  4. Sacar → limite diário excedido → bloquear transação

  5. Imprimir comprovante após o saque

  6. Suportar saque em múltiplas moedas

Cada fatia agora é um item da lista de backlog pronto para planejamento de sprint.

✅ Etapa 4: Detalhar as Fatias (O Básico Necessário)

Para cada fatia, defina:

  • Critérios de Aceitação (no formato Gherkin/BDD):

    Dado que o cliente possui um cartão válido
    Quando eles inserem um PIN válido
    E selecionam "Sacar Dinheiro" para 50 dólares
    E possuem saldo suficiente
    Então o dinheiro deve ser dispensado
    E um comprovante deve ser impresso
    
  • Esboços de UI/UX (se necessário)

  • Cenários de Teste (automatizado ou manual)

  • Dependências (por exemplo, integração com gateway de pagamento)

📌 Sem excesso de documentação! Inclua apenas o necessário para construir e testar.

✅ Etapa 5: Planejar e Priorizar

  • Adicione fatias ao backlog do produto.

  • Priorize por:

    • Valor de negócio

    • Risco (exposição precoce ao risco)

    • Dependências (construa os caminhos críticos primeiro)

    • Impacto no cliente

Use o visão geral dos casos de uso para manter o contexto — evite perder o bosque por causa das árvores.

🧭 Dica Profissional: Use diagramas de casos de uso ou mapas visuais (por exemplo, Miro, Confluence) para mostrar as relações entre casos de uso e fatias.

✅ Etapa 6: Desenvolver de forma incremental

  • Traga as fatias para os sprints.

  • Implemente a fatia vertical: interface do usuário + backend + banco de dados + testes.

  • Demonstre a funcionalidade operacional ao final de cada sprint.

  • Reúna feedback e refine.

✅ Cada sprint termina com umincremento funcional, testado e potencialmente entregável.

✅ Etapa 7: Verificar e Adaptar

Monitore o progresso de cada fatia usandotransições de estado:

Estado Significado
Delimitado Identificado e priorizado
Preparado Detalhado com critérios de aceitação, testes e design
Implementado Código escrito e integrado
Verificado Testes aprovados, demonstrados e aceitos
Retirado Já não necessário ou obsoleto

Use este rastreamento para monitorar o progresso e identificar gargalos.


🔹 5. Exemplo do Mundo Real: Livraria Online

Vamos aplicar o Use-Case 2.0 a um sistema do mundo real.

📚 Caso de UsoComprar Livro

🎯 Objetivo:

Permitir que um cliente compre um livro online com um processo de checkout sem problemas.

📝 Cenário Principal de Sucesso:

  1. O cliente navega/procura por livros.

  2. Visualiza detalhes do livro e adiciona ao carrinho.

  3. Procede ao checkout.

  4. Insere informações de envio e pagamento.

  5. Confirma o pedido.

  6. Recebe confirmação do pedido (e-mail + na tela).


🔪 Fatias de Casos de Uso (Itens da Lista de Pendências)

Cada fatia é um incremento vertical e entregável:

Fatia Descrição Valor Entregue
Fatia 1: Navegar e Pesquisar Livros O cliente pode pesquisar livros por título, autor ou categoria (sem necessidade de login). Capacidade básica de descoberta
Fatia 2: Visualizar Detalhes do Livro + Adicionar ao Carrinho O cliente vê a descrição do livro, o preço e adiciona ao carrinho. Fluxo principal de compras
Fatia 3: Visualizar Carrinho e Atualizar Quantidades O cliente visualiza o carrinho e edita as quantidades dos itens. Personalização e controle
Fatia 4: Checkout como Convidado (Básico) O cliente faz o checkout sem conta; insere informações básicas de envio/pagamento. Ponto de entrada de baixa barreira
Fatia 5: Login de Usuário Registrado + Endereços Salvos Usuários logados podem salvar endereços e preenchê-los automaticamente. Reutilização e conveniência
Fatia 6: Integrar Gateway de Pagamento Real Conecte-se ao Stripe/PayPal; gerencie transações seguras. Confiança e conclusão
Fatia 7: E-mail de Confirmação do Pedido O sistema envia um e-mail com o resumo do pedido e rastreamento. Garantia pós-compra
Fatia 8: Gerenciar Pagamento Falho + Tentativa de Novo O cliente vê o erro, pode tentar novamente ou alterar o método de pagamento. Resiliência e acabamento na UX

✅ Cada fatia pode ser testada, demonstrada e lançada de forma independente.


🔹 6. Use-Case 2.0 vs. Histórias de Usuário: Uma Comparação Lado a Lado

Funcionalidade História de Usuário Pura Fatia Use-Case 2.0
Formato “Como um [papel], quero [objetivo] para que [benefício]” “Parte de ‘Comprar Livro’ — retirar valor válido”
Contexto Isolado; pode perder conexão com fluxos maiores Inserido em um caso de uso — mostra relações
Rastreabilidade Fraca (difícil vincular histórias) Forte (as fatias são rastreadas até o caso de uso)
Gestão de Complexidade Tem dificuldades com cenários multi-etapa e ramificados Excelência com extensões, alternativas e caminhos de erro
Testes Muitas vezes definido após a implementação Testes definidosantescodificação (BDD primeiro)
Escalabilidade Falha ao escalar (muitas histórias) Escalas bem por meio de pacotes de casos de uso e hierarquias

 Use-Case 2.0 não é uma substituição para histórias de usuários — é uma atualização.
Ele te dá a agilidade das histórias de usuários com a estrutura e visibilidade dos casos de uso.


🔹 7. Dicas para o Sucesso e Escalabilidade

🎯 Comece leve, escala inteligente

  • Comece com cartões de índice ou folhas únicas.

  • Use quadros brancos digitais (Miro, FigJam, Confluence) para colaboração.

  • Evite superdimensionar cedo demais.

🖼️ Use Visualizações Estrategicamente

  • Diagramas de Casos de Uso: Mostrar os limites do sistema em alto nível e as relações entre atores.

  • Diagramas de Atividades: Modelar fluxos complexos (por exemplo, finalização de compra em múltiplos passos).

  • Mapas de Fatias: Visualize como as fatias se encaixam no caso de uso maior.

🏢 Escalabilidade para Projetos Grandes

  • Agrupar casos de uso relacionados em Pacotes de Casos de Uso (por exemplo, “Gestão de Pedidos”, “Conta de Usuário”).

  • Use Casos de Uso Empresariais para planejamento de nível empresarial (por exemplo, “Onboarding de Novo Cliente”).

  • Implemente arquitetura modular para suportar o corte vertical.

🛠️ Ferramentas Recomendadas

Ferramenta Caso de Uso
Visual Paradigm Modelagem completa UML, diagramas de casos de uso, rastreabilidade
Enterprise Architect Modelagem avançada, integração com ferramentas ALM
Miro / FigJam Quadros colaborativos, mapeamento de fatias
Jira / Azure DevOps Gestão de backlog, rastreamento de sprint, transições de estado
Cucumber / SpecFlow Testes BDD com sintaxe Gherkin

✅ Dica Profissional: Use Gherkin para critérios de aceitação — é legível tanto por desenvolvedores quanto por partes interessadas não técnicas.

⚠️ Armadilhas Comuns para Evitar

  1. Muitos pedaços por caso de uso → Morte por detalhe.
    → Solução: limite a 3–10 pedaços; foque no valor, não na granularidade.

  2. Poucos pedaços → Histórias gigantescas e não testáveis.
    → Solução: divida fluxos grandes em pedaços finos verticais.

  3. Ignorar extensões e erros → Sistemas não confiáveis.
    → Solução: inclua pelo menos um pedaço de erro/alternativa por caso de uso.

  4. Tratar casos de uso como especificações finais → Anti-ágil.
    → Solução: trate-os como artefatos vivos — refine conforme você aprende.


🔹 Conclusão: O Futuro dos Requisitos Está Aqui

Caso de Uso 2.0 não é apenas uma metodologia — é uma mudança de mentalidade.

Ela responde à tensão antiga entre clareza e agilidade, entre estrutura e velocidade. Ao combinar:

  • foco orientado a objetivos dos casos de uso,

  • natureza leve e iterativa das histórias de usuários,

  • corte vertical com testes primeiro das práticas ágeis modernas,

…Use-Case 2.0 oferece uma abordagem poderosa e futura para os requisitos de software.

✅ Por que as equipes adoram isso em 2026:

  • ✅ Tempo mais rápido para valor – entregar funcionalidades funcionais cedo.

  • ✅ Melhor colaboração – entendimento compartilhado entre produto, desenvolvimento e QA.

  • ✅ Menos defeitos – testes são definidos antes do código.

  • ✅ Escalabilidade mais fácil – funciona para startups e empresas globais.

  • ✅ Entrega rastreável – cada recurso está ligado a um objetivo do usuário.

📚 Leitura adicional:

  • Use-Case 2.0: O Guia para Ter Sucesso com Casos de Uso por Ivar Jacobson, Ian Spence, Kurt Bittner

  • Baixar grátis:https://www.ivarjacobson.com

  • Explore oIvar Jacobson International site para treinamento, ferramentas e comunidade.


📌 Pensamento final

“Não escreva requisitos — entregue valor.”
Use-Case 2.0 transforma objetivos abstratos em incrementos tangíveis, testados e valiosos — um pedaço de cada vez.

Seja você quem estiver construindo um aplicativo de fintech, uma plataforma de comércio eletrônico ou um sistema empresarial crítico para a missão, Use-Case 2.0 dá a você o framework para construir de forma mais inteligente, mais rápida e com maior confiança.


🚀 Feliz divisão!
Vá em frente e entregue valor — um pedaço vertical de cada vez.

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